PLANO DE CURSO  
ANO: 2020
 
CURSO: ENFERMAGEM SÉRIE: 5
DISCIPLINA: ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA E CUIDADOS PALIATIVOS    
 

Aulas Teóricas: 152

A) EMENTA
A disciplina aborda as principais neoplasias que afetam os seres humanos, bem como sua terapêutica, diagnóstico, prognóstico, além do tratamento humanizado em cuidados paliativos.

B) OBJETIVOS / COMPETÊNCIAS
Propiciar o conhecimento das principais neoplasias que acometem os seres humanos.
Identificar os sinais e sintomas das principais neoplasias, bem como seus meios diagnósticos.
Conhecer os princípios fundamentais da terapia antineoplásica.
Conhecer os fatores predisponentes bem como aqueles que posem ser utilizados para a prevenção de neoplasias.
Conhecer a legislação acerca da administração dos antineoplásicos pela equipe de enfermagem.
Conhecer os princípios do Cuidado Paliativo as principais intervenções de enfermagem para esse tipo de assistência.

C) BASES TECNOLÓGICAS (CONTEÚDO PROGRAMÁTICO)
Neoplasias: conceito, fisiopatologia, aspectos genéticos, morfológicos e epidemiológicos.
Principais Neoplasias: da Cabeça e do Pescoço, da Mama, Abdominais, de Colo de Útero, de Intestino, Hematológicas - diagnóstico, sinais e sintomas.
Terapia Antineoplásica: Quimioterapia, Radioterapia, Efeitos colaterais das terapias antineoplásicas, Cuidados com Cateteres para terapêutica antineoplásica.
Prevenção e diagnóstico precoce de algumas Neoplasias Femininas: Auto exame da mama, Mamografia e Papa Nicolau.
Fatores predisponentes das Neoplasias: químicos, físicos, alimentares, ambientais e comportamentais.
Administração de Antineoplásicos: Toxicidade das drogas, Cuidado com a manipulação das drogas, Prevenção e tratamento de extravasamento, Tempo de infusão, ordem de administração das drogas, Uso de EPI.
Legislação de Enfermagem para a manipulação de antineoplásicos.
Cuidados Paliativos: O Doente terminal e sua família, Conforto, Analgesia, Higiene, Hidratação, Eliminações, Privacidade, Cuidado com o ambiente, Monitorização, Apoio Emocional, Lidar com a Morte, Intervenção multidisciplinar com a Família.

Atividades Práticas
Os estudantes realizarão pesquisa sobre as intervenções direcionadas ao tratamento antineoplásico e Cuidados paliativos além de visita a ambulatório de Quimioterapia.


D) ATIVIDADES DISCENTES
Os estudantes deverão realizar Pesquisas, Seminários e Dinâmicas de Grupo para o desenvolvimento dos temas, conforme indicado para estudo extra-aula.

E) AVALIAÇÃO
Os estudantes serão avaliados por meio de Provas Teóricas, Apresentação de Trabalhos, Apresentação de Seminários, participação nas Dinâmicas de Grupo de Análise Crítica, além da sua participação nas atividades propostas intra e extra-aula, interesse, e evolução do conhecimento.

F) BIBLIOGRAFIA BÁSICA
Bonassa EMA, Gato MIR. Terapêutica Oncológica para Enfermeiros e Farmacêuticos. 4ª ed. São Paulo: Atheneu, 2012.
BONASSA, E. M. A.; SANTANA, T. R. Enfermagem em terapêutica oncológica. São Paulo: Atheneu, 2005. p. 3-19.
BRANDÃO, Miguel Ângelo; RODRIGUES, Zilda; SAMPAIO, Sandra; ALCIOLI, Joberto; SAMPAIO, Carlos. Cateter venoso totalmente implantável em 278 pacientes oncológicos. Revista Brasileira de Cancerologia. Rio de Janeiro. v. 46, p. 49-56, jan/fev/mar, 2000.
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2018: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2017. Disponível em: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-incidencia-de-cancer-no-brasil-2018.pdf
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer - INCA. ABC do câncer: abordagens básicas para o controle do câncer. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Inca, 2012
BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer - INCA. Ações de enfermagem para o controle do câncer: uma proposta de integração ensino-serviço. 3. ed. rev. atual. ampl. Rio de Janeiro: INCA, 2008.
FIGUEIREDO, NMA; LEITE, JL; MACHADO, WCA; MOREIRA, MC; TONINI, T. Enfermagem Oncológica. São Caetano do Sul: Yendis, 2009.
GATES, Rose A.; FINK, Regina M. Segredos em enfermagem oncológica. Porto Alegre: Artmed, 2009.
Hall JE. Guyton e Hall fundamentos da fisiologia. 13. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.
Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Tabaco e saúde pulmonar: dia mundial sem tabaco: manual 2019. / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. – Rio de Janeiro: INCA, 2019.
Kawamoto EE. Anatomia e Fisiologia na Enfermagem. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016.
Maluf FE, Buzaid AC, Varella D. Vencer o câncer. São Paulo: Dendrix; 2014.
Mohallem AGC, Rodrigues AB. Enfermagem oncológica. Barueri, SP: Manole; 2007
Rodrigues AB, Oliveira PP. Oncologia para Enfermagem. Barueri, SP: Manole; 2016.
SIMÕES, JC et al. Câncer: estadiamento e tratamento. São Paulo: Lemar, 2008.
VanPutte CL, Regan JL, Russo AF. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: AMGH; 2016.
WEINBERG, Robert A. A biologia do Câncer. Porto Alegre; Artmed; 2008.


G) BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
Azevedo A, Ramos AL, Gonçalves ACV, Souza CF, Souza CF, Batista GS, et al. O conhecimento de mulheres acerca do rastreamento do câncer de mama e suas implicações. Rev Med (São Paulo). 98 maio-jun.;98(3):187-93. doi: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v98i3p187-193
Baia EM, Carvalho NS, Araújo PF, Pessoa MV, Freire HSS, Oliveira MG. Dificuldades enfrentadas pelas mulheres para realizer o exame papanicolau: revisão integrativa. Nursing (São Paulo). 2018; 21(238):2068-74. Disponível em: http://www.revistanursing.com.br/revistas/238-Marco2018/dificuldades_enfrentadas_pelas_mulheres.pdf
Bray F, Ferlay J, Soerjomataram I, Siegel RL, Torre LA, Jemal A. Global cancer statistics 2018: GLOBOCAN estimates of incidence and mortality worldwide for 36 cancers in 185 countries. CA Cancer J Clin. 2018;68(6):394-424. doi: 10.3322/caac.21492
Carvalheiro F, Bertolli E, Marson AG, Kuboki YM, Garcia RB, Kunen LCB. Neoplasia gástrica benigna e maligna. Disponível em: http://qa.medcel.com.br/htmls/gastroenterologia/v2/gastro-cap-11.html
Modesto AAD, Lima RLB, D’Angelis AC, Augusto DK. Um novembro não tão azul: debatendo rastreamento de câncer de próstata e saúde do homem. Interface (Botucatu). 2018; 22(64):251-62. doi: 10.1590/1807-57622016.0288
Santos TED, Silva AHO, Caldeira LM. Frequência de câncer gástrico no serviço de endoscopia de um hospital-escola de Goiânia. GED gastroenterol. endosc. dig. 2016: 35(3): 89-95
Silva M, Errante PR. Câncer colorretal: fatores de risco, diagnóstico e tratamento. Revista UNILUS Ensino e Pesquisa. 2016; 13 (33): 133-40. Disponível em: http://revista.unilus.edu.br/index.php/ruep/article/view/765/u2016v13n33e765
Todescatto AD, Gregolin BP, Rodrigues E, Ferreira MFC, Toneto MG. Câncer gástrico. Acta méd. (Porto Alegre). 2017;38(6):1-6. Disponível em: http://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/05/883263/ca-gastrico-finalb_rev.pdf
VASQUES, C. I; RODRIGUES, C. C.; CARVALHO, E. C. Nursing care for hodgkin´s lymphoma patients subject to chemotherapy: an integrative review. Online Brazilian Journal of Nursing. v. 7, n. 1, 2008.