PLANO DE CURSO  
ANO: 2020
 
CURSO: ENFERMAGEM SÉRIE: 5
DISCIPLINA: ANÁLISE CRÍTICA DA EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ENFERMAGEM    
 

Aulas Teóricas: 152


A) EMENTA

A disciplina aborda o conhecimento da evolução do processo de formação do enfermeiro, nos níveis técnico e superior, relacionando fatos históricos ao momento político e social vivido de maneira crítica e reflexiva.

B) OBJETIVOS / COMPETÊNCIAS

Conhecer a evolução histórica das políticas públicas de assistência à saúde e prestação de cuidados de Enfermagem no Brasil, desde o período colonial até os dias atuais reconhecendo a prática da enfermagem como profissão de nível superior.
Reconhecer o contexto histórico no qual ocorreu o surgimento da primeira escola de Enfermagem no Brasil. Reconhecer o contexto da criação e regulamentação das demais escolas de Enfermagem do Brasil.
Conhecer a relação entre o Processo de Trabalho da Enfermagem e a Organização do ensino da Enfermagem no Brasil.
Compreender como a organização política e o capitalismo influenciam a hegemonia médica na saúde e sua relação com a evolução do trabalho em Enfermagem.
Conhecer a relação entre a Prática de Enfermagem e o Sistema de Produção Capitalista na divisão do Processo de Trabalho em Enfermagem e sua influência na busca por reconhecimento social e científico da Prática da Enfermagem no Brasil.
Relacionar a evolução histórica da medicina curativa e a perspectiva de atuação do Enfermeiro nos níveis primário, secundário e terciário de assistência.


C) BASES TECNOLÓGICAS (CONTEÚDO PROGRAMÁTICO)

Compreensão do momento social, político e econômico do surgimento da Enfermagem no Brasil: A assistência à saúde no período do Brasil colônia. Desenvolvimento Histórico das Políticas Públicas de Saúde e Saneamento: Práticas de Saúde Instintivas; Práticas de Saúde Mágico-Sacerdotais; Práticas de Saúde no Alvorecer da Ciência; Práticas de Saúde Monástico-Medievais; Práticas de Saúde Pós-Monásticas; Práticas de Saúde no Mundo Moderno; Evolução da Medicina e sua Articulação com a Esfera Produtiva.
Surgimento da Enfermagem no Brasil: Reorganização Hospitalar e Surgimento da Enfermagem Moderna; Organização da Enfermagem na Sociedade Brasileira.
Criação e regulamentação das primeiras escolas de Enfermagem do Brasil: A primeira escola de Enfermagem do Brasil e sua relação com a Psiquiatria; Atividades Iniciais da criação e regulamentação das primeiras escolas de Enfermagem do Brasil: a Escola de Enfermagem Alfredo Pinto.
Processo de Trabalho em Enfermagem e a Organização Trabalhista: O Sindicalismo e a Enfermagem no Brasil; A Democracia Operária e a Enfermagem. A operacionalização do ensino Técnico da Enfermagem e a Democracia no Brasil.
A Organização Política, o Capitalismo e a hegemonia médica na saúde: A Economia e a Política da Ordem Médica; A Medicina Moderna e o Capitalismo; O Crescimento do Mercado de Produtos Médico-Hospitalares e a Medicina Curativa; O Ato Médico; A relação do saber- médico e do saber/ensinar em Enfermagem.
A Prática de Enfermagem e o Sistema de Produção Capitalista na divisão do Processo de Trabalho em Enfermagem: O Sistema de Produção de Riquezas e o Trabalho no nível Técnico; O Trabalho no Setor de Saúde e o ensino da Saúde no nível médio e fundamental.
A busca por reconhecimento social e científico da Prática e do Ensino da Enfermagem no Brasil: A Imagem da Enfermagem nos Meios de Comunicação; A Prática da Enfermagem junto à comunidade: diferentes atores, diferentes olhares; A Busca por Reconhecimento Social: COREN, COFEN, ABEN. A Produção Científica e o Reconhecimento Científico da Enfermagem; A especialização na Educação do Enfermeiro.


D) ATIVIDADES DISCENTES

Os estudantes deverão realizar Pesquisas, Seminários e Dinâmicas de Grupo para o desenvolvimento dos temas, conforme indicado para estudo extra-aula.


Atividades Práticas

Os estudantes realizarão pesquisa e mesa-redonda para a discussão e análise crítica da relação entre os fatos históricos e o panorama atual da inserção do Enfermeiro nos Programas de Saúde Pública; nos setores Primário, Secundário e Terciário de Atenção à Saúde e na Educação em Saúde nos níveis Técnico, médio e fundamental.


E) AVALIAÇÃO

Os estudantes serão avaliados por meio de Provas Teóricas, Apresentação de Trabalhos, Apresentação de Seminários, participação nas Dinâmicas de Grupo e nas Mesas-Redondas, além da sua participação nas atividades propostas intra e extra-aula, interesse, e evolução do conhecimento.

F) BIBLIOGRAFIA

BÁSICA

ALCANTARA, G. A enfermagem moderna como categoria profissional: obstáculos à sua expansão na sociedade brasileira. Ribeirão Preto, 1966. Tese (cátedra) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP.
ALMEIDA, M. C. P. & ROCHA, J. S. Y. O saber da enfermagem e sua dimensão prática. São Paulo: Cortez, 1986. Ba/Pesq. 03. ANGERAMI, E. L. S. O mister da investigação do enfermeiro. Rev. Lat. Am. Enf. nº 1 v.1, 11-22 p.
CARVALHO, A. C. Orientação e ensino de estudantes de enfermagem no campo clínico. São Paulo, 1972. Tese de Doutorado - Escola de Enfermagem USP.
FERREIRA SANTOS, C. A. A enfermagem como profissão (estudo num hospital/escola). São Paulo: Pioneira, Ed. USP, 1973.
GEOVANINI, T; MOREIRA, A; SCHOELLER, S. D; MACHADO, W. C. A. História da Enfermagem. Versões e Interpretações. 2 ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2002. Reimpressão, 2005.
GERMANO, R. M. Educação e Ideologia da Enfermagem no Brasil. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1985.
LOPES, C. M. A produção dos enfermeiros assistenciais em relação à pesquisa em enfermagem em um município paulista. Ribeirão Preto, 1983. Dissertação Mestrado - Escola de Enfermagem Ribeirão Preto - USP.
PIRES, D. Hegemonia médica na saúde e a enfermagem. São Paulo: Cortez, 1989.
RIBAS GOMES, E. L. Administração em Enfermagem: constituição histórico-social do conhecimento. Ribeirão Preto, 1991. Tese de Doutorado - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP.

COMPLEMENTAR
Mendonça HPF de, Silva SEV da. Reflexão crítica sobre a gênese da enfermagem no trabalho.Rev enferm UFPE on line., Recife, 9(Supl. 7):9111-9, ago., 2015
Borges, Eline Lima;Latini, Flávia Sampaio; Miguir, Terezinha Vieccelli Donoso;Costa, Tânia Maria Picardi Faria. REFLEXÕES SOBRE ENFERMAGEM PÓS-FLORENCE. Rev. Min. Enf., 4(1/2):77-82, jan./dez., 2000.