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Título: ESTUDO DA VULNERABILIDADE À DST/AIDS EM UM GRUPO DE IDOSOS DE UM MUNICÍPIO DO INTERIOR PAULISTA
Aluno: LUIZ FERNANDO DE ANDRADE SILVA
Orientador: FERNANDA CENCI QUEIROZ
Banca: MARIA JOSÉ CAETANO FERREIRA DAMACENO
Ano: 2018   Tipo: Monografia / TCC
Palavras-chave: Envelhecimento, Saúde do Idoso, Sexualidade
Resumo: Sexualidade na terceira idade é um tema amplo, cheio de tabus e preconceito. Muitos idosos possuem informações sobre sexualidade mas são reprimidos pela sociedade e familiares. Para muitos, a velhice é vista como um período de assexualidade que faz com que se comportem segundo as expectativas sociais gerando culpa e vergonha para os que sentem desejo sexual. Para o idoso, sexualidade não é apenas o ato sexual em si, podendo ser um gesto de carinho, um olhar. Muitos idosos não sabem se proteger ou acreditam que isso não seja necessário, o que os torna mais vulneráveis às DST/HIV. Com esse trabalho, pretende-se avaliar a vulnerabilidade ao HIV/AIDS em idosos de um Centro de Convivência de Idosos do município de Assis, interior de São Paulo, avaliar o conhecimento sobre a transmissão do HIV/AIDS, avaliar o quanto esses idosos estão expostos bem como conhecer, descrever e analisar o perfil sexual e o conhecimento sobre sexualidade. Foi aplicado um questionário já validado pelo Laboratório de Gênero, Sexualidade e Corporeidade (LAGESC/UDESC), composto por 7 perguntas, sendo que para as perguntas 1, 2, 5 e 7 foi utilizado uma escala com variação de 0 a 10, que corresponde a nada (0), pouco (1 a 3), medianamente (4 a 6), razoavelmente (7 a 9) e muito (10) sendo as demais de resposta aberta com acréscimo de perguntas para identificação do sujeito e conhecimento e/ou vulnerabilidade. A escolha do participante foi aleatória. Observa-se que apenas 30% da amostra estudado concluiu o Ensino Superior e 50% está dividida entre concluir ou não os Ensinos Fundamental e Médio. Porém, com o referido estudo, aqueles idosos que tiveram oportunidade de concluir o Ensino Médio (20%) e especialmente o Ensino Superior (30%) são aqueles que não usam preservativo, mesmo sabendo da importância, além de não acreditarem serem capazes de se infectarem com alguma doença. Para 100% dos participantes o preservativo é importante para prevenção de DST/AIDS, como a literatura nos mostra, com 75% dos idosos. Um fato importante é que, mesmo sabendo da importância do preservativo, apenas 40% usam camisinha, sendo que os outros 60% não acham importante ou veem necessidade. Quando questionados sobre a satisfação sexual atual, 20% disseram estar entre nada e pouco satisfeito, 20% medianamente satisfeitos e 60% se dizem razoavelmente/muito satisfeitos. Sobre se considerarem sexualmente ativos atualmente, 20% se consideram nada ou pouco ativos, 20% medianamente ativos e 60% razoavelmente ou muito ativos. Quando a questão é importância do sexo atualmente, 1% diz que o sexo não é importante, 30% diz ser pouco importante, 20% ficam divididos entre medianamente e razoavelmente importante e 40% dizem que o sexo é muito importante. Esta pesquisa sugere mais políticas voltadas a saúde do idoso relacionadas a redução da vulnerabilidade do idoso às IST/AIDS, como por exemplo aumentar os atendimentos em centros de socializações de idosos como este frequentado na pesquisa, com atividades de orientação em saúde voltados a este tema.
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